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Conheça a Ascensão Meteórica da Banda Terno Rei

  • Foto do escritor: raynne miranda
    raynne miranda
  • 30 de jul. de 2023
  • 6 min de leitura

A banda Terno Rei alcançou um sucesso notável na cena musical brasileira e internacional. Com o lançamento do álbum "Violeta" em 2019 e seu álbum subsequente "Gêmeos" em março de 2022, a banda conseguiu conquistar um grande público, especialmente entre os jovens.

A mistura de uma sonoridade indie com influências oitentistas pode ter sido um fator importante para atrair uma base de fãs diversificada. Além disso, ter um selo respeitado como a Balaclava Records apoiando o lançamento de seus álbuns certamente contribuiu para seu sucesso.

É impressionante ver que a banda está se apresentando em festivais de renome, como o Lollapalooza Brasil, Rock in Rio e o Primavera Sound em várias edições pela América do Sul e Europa. Essas oportunidades em festivais são uma excelente maneira de expandir sua audiência e consolidar sua posição como um dos principais nomes da música pop e alternativa da atualidade.


Violeta

Nesse artigo vou abordar apenas o album "Violeta" o terceiro álbum de estúdio da banda brasileira Terno Rei, lançado em 2019. O álbum se destacou como um marco na carreira da banda e ajudou a consolidar seu sucesso no cenário musical brasileiro e além.

O álbum "Violeta" apresenta uma sonoridade indie com influências que remetem aos anos 80, incorporando elementos do rock alternativo e do pop. Com uma mistura de guitarras cativantes, linhas de baixo marcantes e letras poéticas, o Terno Rei oferece uma experiência musical única e envolvente.

A temática lírica do álbum aborda questões introspectivas e sentimentos, como amor, angústia e reflexões sobre a vida cotidiana. A vocalização melódica e emotiva dos vocais também contribui para a identidade sonora da banda.


Algumas das faixas mais conhecidas do álbum "Violeta" incluem:


Solidão de Volta

"Solidão de Volta" é uma música com letras melancólicas que abordam a sensação de solidão e isolamento emocional. O eu lírico parece estar experimentando a solidão novamente, como refletido nos versos "Cê já tem a solidão de volta / Não precisa mais se explicar". A pessoa com quem o eu lírico estava conectado emocionalmente agora parece ter se afastado, deixando-o sozinho.

A música sugere que a solidão é uma parte inevitável da vida, simbolizada pelo verso "Onde vai agora é / Onde vou agora?". O eu lírico parece aceitar a realidade de que cada pessoa tem sua própria jornada e destino, e às vezes a conexão com alguém pode ser temporária.

A frase "Respirar lá fora" pode ser interpretada como uma metáfora para enfrentar o mundo exterior, apesar dos sentimentos de solidão e desapego. Essa ideia pode refletir uma busca por autodescoberta e superação emocional.

A repetição da frase "Eu já tenho a solidão / 'Cê já tem a solidão / Eu já tenho a solidão / Não precisa mais se preocupar" enfatiza a natureza universal da solidão, sugerindo que é uma experiência compartilhada por todos em algum momento da vida.


Yoko

"Yoko" é uma música com letras poéticas e profundas que abordam questões emocionais e introspectivas relacionadas a um relacionamento ou conexão íntima com alguém. O eu lírico parece estar passando por um momento de confusão e incerteza em sua vida, enquanto o parceiro faz perguntas sobre seu dia e valores.

A música sugere uma sensação de desgaste ou falta de interesse no relacionamento atual, como refletido nos versos "E não me agrada mais / E não me agrada". Essa insatisfação é acentuada pela ideia de que a simetria nas relações é monótona e entediante.

O eu lírico também parece estar lutando com sua própria identidade e sentimentos, expressando um desejo de se sentir livre e inteiro. Ele menciona querer se jogar "nesse azul, no infinito desses braços", o que pode simbolizar uma busca por libertação emocional e um senso de pertencimento.

Os versos finais, com a repetição da frase "Oi, como vai você? / Quando é que foi ficar tão linda? / Tão linda", podem refletir a perspectiva do eu lírico em relação à pessoa amada, enquanto ele percebe a beleza e a mudança no outro, talvez questionando sua própria conexão com essa pessoa.


Dia Linda

"Dia Lindo" é uma canção que expressa uma gama de emoções em resposta a um encontro amoroso ou uma relação pessoal significativa. A música começa com a sensação de entusiasmo e renovação, representada pelos versos "Pode crer, pode crer, pode crer / Vou me levantar / Seu olhar, seu olhar, seu olhar / Foi me dominou". Essa pessoa especial, cujo olhar exerce grande poder, parece ter despertado um sentimento intenso no eu lírico.

No entanto, a música também revela uma dose de insegurança e incerteza, como sugerem os versos "Quem será, quem será que bate a porta à essas horas? / Esperei tanto, tanto pela sua ligação". Essa espera ansiosa e incerta pelo contato do outro pode criar dúvidas e confusões na mente do eu lírico.

O refrão da música é marcado por uma mistura de sentimentos contraditórios. Há uma sensação de desorientação e perda, quando o eu lírico declara: "Que eu nem sei mais meu nome / E de novo eu vou fugir de casa". Esses versos podem sugerir uma tentativa de escapar da situação difícil ou conflituosa.

Porém, a música também parece trazer à tona lembranças dolorosas do passado, referenciando "o dia em que me deixou triste / Foi o dia em que tu decidiste ir". A nostalgia do passado e as incertezas do presente podem se entrelaçar, resultando em uma experiência emocional complexa.

Apesar das expectativas iniciais de um dia frio, a surpresa de um "dia lindo" é mencionada. Esse "dia lindo" pode simbolizar um momento de felicidade ou realização inesperada, que contrasta com as emoções conflitantes e pode trazer esperança para o eu lírico.


93

"93" é uma música com uma atmosfera melancólica e nostálgica, que parece retratar um encontro com uma pessoa que o eu lírico esperou por muito tempo. A música parece refletir sobre as complexidades dos relacionamentos e sentimentos ambíguos.

O eu lírico expressa o impacto que essa pessoa tem sobre ele, com os versos "Quando você vem aqui / E olha pra mim / Me desmonta". Essa pessoa tem a capacidade de afetá-lo profundamente, mesmo após tanto tempo de espera.

A repetição dos versos "Quanto tempo faz que eu esperei / Vou aceitar" sugere um certo resignação, como se o eu lírico estivesse finalmente se rendendo ao fato de que essa pessoa retornou.

A menção das flores entregues no prédio dessa pessoa no primeiro andar pode ser interpretada como uma tentativa de reconquistá-la ou mostrar afeto.

A referência a '93 pode ser uma alusão a um ano específico, talvez um momento passado significativo para o eu lírico e essa pessoa. Essa data pode ser simbólica e representar um período especial que não pode ser revivido ou recuperado.


Medo

"Medo" é uma música que parece retratar uma jornada pessoal, onde o eu lírico decide enfrentar seus medos e inseguranças. A caminhada a pé simboliza uma busca por liberdade e autodescoberta, mesmo que isso envolva desafiar o desconhecido e enfrentar dificuldades.

A letra sugere que o eu lírico alcançou um estado de superação do medo, representado nos versos "Quem não tem mais medo sou eu e eu sou você / Quem não tem mais medo é rei". Essa sensação de domínio sobre o medo traz um sentimento de empoderamento e liberdade.

A mudança de cores do céu pode ser interpretada como uma metáfora para as mudanças internas e externas que ocorrem na vida do eu lírico durante sua jornada. O tempo já não é mais uma preocupação, pois o eu lírico parece ter encontrado um sentido maior na vida.

O verso "Eu já não tenho medo de voar / Para o sul, para o Norte" pode representar a disposição do eu lírico em se aventurar em diferentes direções e explorar novos horizontes.

O refrão, com a repetição do verso "Quem não tem mais medo", reforça a ideia central da música: a superação dos medos e a conquista da coragem para seguir adiante.


Essas são algumas das músicas do álbum violeta.


A proposta do álbum

Desde o início, "Violeta" estabelece uma atmosfera melancólica e reflexiva, com músicas como "Solidão de Volta" e "Yoko", que exploram temas como solidão, nostalgia e sentimentos ambíguos nas relações interpessoais. A banda Terno Rei utiliza habilmente a linguagem poética para transmitir emoções complexas, tornando suas músicas verdadeiros retratos da experiência humana.

Outra característica marcante do álbum é a busca pela autenticidade e autodescoberta. A música "Medo" transmite a mensagem de enfrentar os medos e se libertar das amarras emocionais, enquanto "93" parece explorar a busca por um sentido maior na vida e as transformações pessoais ao longo do tempo.


A sonoridade de "Violeta" complementa a riqueza das letras. A mescla de indie rock e post-punk cria uma atmosfera cativante, envolvendo os ouvintes em uma jornada musical única. A banda Terno Rei demonstra habilidade técnica e paixão pela música em cada faixa, cativando o público com guitarras envolventes, vocais distintivos e uma dinâmica sonora empolgante.

Em suma, o álbum "Violeta" da banda Terno Rei é uma experiência musical emocionante e reflexiva. Suas letras poéticas e sonoridade marcante combinam-se harmoniosamente para criar um trabalho que se destaca na cena indie brasileira. O disco convida os ouvintes a embarcarem em uma jornada pela complexidade das emoções humanas, explorando temas de solidão, superação do medo, autodescoberta e transformação. Com "Violeta", Terno Rei mostra sua habilidade em capturar a essência da experiência humana e ressoar com o público de forma autêntica e inspiradora.

 
 
 

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